Depois de um longo e tenebroso inverno
Descobri que não poderia mais
Tentar amar você
Depois que meu ego se tornou um quebra cabeças
Percebi que para ficar com você
Eu teria que viver uma solidão a dois
Enquanto buscava alguém para me abraçar
Encontrei o verdadeiro calor
Através de palavras, notas, sons
Quem não consegue me amar
Deve me deixar partir
Fugir enquanto é tempo
Enquanto não aprendo a cativar
E perceber de forma silenciosa
Que os meus sonhos são o caminho,
Que ainda me tornam livre...
Enquanto as borboletas saem do casulo
E lagartas entram em sono profundo
Ainda não descobri se lagarta ou borboleta eu sou...
Depois de um longo e tenebroso inverno
Descobri que não existem sons, notas e palavras
Que não venham do meu coração
Inteiro ou aos pedaços
Não existem borboletas no estômago
Que já não foram lagartas, dentro de mim.

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Quem Sou

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Pura Psiquê, constância no mundo avernal. Adentre.

Mulher Totem

Sou uma mulher em plena transformação, metamorfose de lagarta-borboleta-lagarta...Aqui estão parte dos meus devaneios de poesia, dia a dia e dança...Tudo regado com a minha inspiração característica e por vezes irônica...

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